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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Mais de 500 litros de leite cru são apreendidos em Passo Fundo

Após uma denúncia anônima, fiscais do Serviço Municipal de Inspeção, ligados à secretaria do Interior interceptaram, na manhã de ontem, uma caminhonete com suspeita de transporte irregular e acondicionamento incorreto de leite in natura.

Conforme o médico veterinário que coordenou a ação, Thiago Barcellos o volume aproximado da apreensão é de 500 litros. “O veículo estava lotado de garrafas pet contendo leite cru, sem nenhum tipo de resfriamento, sendo que é proibida a venda ao consumidor deste tipo de produto. O leite seria entregue no centro da cidade”, aponta o veterinário.

De acordo com Barcellos ações como está ocorrem costumeiramente, tanto que o produtor abordado é reincidente na venda de produto irregular. “Esta foi uma denúncia, mas realizamos rotineiramente abordagens para verificar os produtos. A abordagem ao responsável foi feita na avenida Sete de Setembro, sendo constatado o fato”, afirma.

O veterinário descreve esta como uma das maiores apreensões deste ano de leite cru. “Tivemos outras apreensões neste ano deste tipo de leite, que não passa por tratamento, não sendo pasteurizado e podendo transmitir bactérias e doenças através da ingestão do leite, mas esta foi uma das maiores”, comenta Barcellos.

O Material foi recolhido e condenado tendo sido feito o descarte ainda na manhã de ontem.
Fonte: DM
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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Operações do Ministério Público culminam na prisão do Secretário do Instituto Gaúcho do Leite

Nas Operações Leite Compen$ado 11 e Queijo Compen$ado 4, foi preso preventivamente Clóvis Marcelo Roesler, Secretário do Instituto Gaúcho do Leite (IGL), integrante do Conselho Administrativo da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do RS (Apil) e Presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Salvador do Sul e São Pedro da Serra. O irmão dele, César Moacir Roesler, e a esposa de César, Anete Maria Roesler, também tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça de Montenegro, assim como os queijeiros que trabalham para a família, Antônio Germano Royer e Selvino Dietrich. Clóvis é sócio administrador da empresa Laticínios Roesler Ltda., que produz a marca Granja Roesler, e César é sócio da Laticínios Campestre Ltda., que detém a marca Campestre. As operações cumpriram, ainda, oito mandados de busca e apreensão em São Pedro da Serra, Caxias do Sul, Novo Hamburgo e Estrela.

As sedes das indústrias foram interditadas pela Fepam por falta de Licença de Operação e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pelos produtos químicos encontrados no local (água oxigenada e ácido sórbico – conhecido como sorbato), por falta de higiene e pelo amido de milho encontrado, utilizado para “engrossar” o leite utilizado na fabricação de nata.

Em Caxias do Sul, foi preso em flagrante por acondicionar para a venda queijo das marcas investigadas e outras em péssimas condições de conservação o dono da Calábria Casa de Queijos, Guilherme Scussiato. O local foi interditado pela Vigilância Sanitária Municipal pela falta de higiene e pelos produtos impróprios para o consumo. Em Novo Hamburgo, como a Nei Casa do Queijo – Produtos Coloniais havia sido inspecionada há cerca de 20 dias pela fiscalização municipal, não foram detectadas irregularidades. Em Estrela, o mandado de busca e apreensão ocorreu na sede de um provedor de internet, para obter provas em relação a um dos denunciados.

Foi deferida a suspensão do exercício da função pública do responsável pelo Serviço de Inspeção Municipal de São Pedro da Serra.

Durante as operações, o MP encontrou, no interior da cidade de Barão, 8,6 toneladas de leite de cabra em pó vencido estocado dentro de uma sala de aula de uma escola municipal. O produto seria misturado junto a leite de cabra em pó das empresas investigadas.

As empresas produziam queijo lanche, cobocó, colonial, de cabra, coalho e para assar, bem como nata, leite pasteurizado e leite de cabra, vendidas para todo o Estado. No entanto, possuíam, desde junho do ano passado, restrição para a venda para fora da cidade.

Coletiva de imprensa
Em entrevista coletiva à imprensa realizada na Promotoria de Justiça de Montenegro, o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Fabiano Dallazen, falou a respeito da orquestração realizada pelo Secretário do IGL para “colocar um dedo no MP” e para “derrubar o Secretário Estadual da Agricultura”, informação obtida por meio de interceptações telefônicas. “É uma clara tentativa de diminuir o poder de ação do MP. Acreditamos que os que comandam as instituições não compactuam com isso e devem fazer a depuração. O MP seguirá trabalhando com a mesma efetividade e independência de sempre”, afirmou.

O Coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco Segurança Alimentar Alcindo Luz Bastos da Silva Filho lembrou que há “uma fila de demandas para determinar prioridades, e não vamos parar enquanto nos depararmos com essas situações”. Ele destacou que, hoje, temos leite de qualidade em virtude das fiscalizações, e a fraude está migrando para os derivados. Além disso, disse ele, “é a segunda vez que detectamos inspetores municipais envolvidos na fraude”.

Em relação ao leite em pó vencido, a Promotoria de Justiça de Carlos Barbosa, que detém atribuição para investigações na cidade de Barão, será acionada para verificar o porquê de uma sala de aula ser utilizada unicamente para estocar leite em pó vencido.

Por sua vez, Mauro Rockenbach – também coordenador do Gaeco Segurança Alimentar – pontuou que “Clóvis Roesler estava orquestrando um protesto para derramamento de leite em frente à Assembleia Legislativa e ao Palácio Piratini porque se diziam impedidos de vender para fora do Estado, mas vimos claramente que eles sequer têm possibilidade de funcionar, em virtude das péssimas condições vistas hoje, das fraudes fiscais e nos produtos, quem dirá para vender para fora do Estado”.

Ele ainda lembrou que Clóvis, quando Presidente da Apil, há cerca de dois anos, tramou o afastamento de duas fiscais da Secretaria Estadual da Agricultura, em virtude da proximidade de ambas da fiscalização do MP.

Pela Receita Estadual, houve atuação por quatro irregularidades (notas fiscais emitidas e canceladas após a entrega do produto, subfaturamento de notas fiscais, venda sem nota fiscal, créditos de ICMS irregulares).

As operações foram desencadeadas pelo Ministério Público (Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Porto Alegre e Promotoria de Justiça Especializada Criminal – Combate aos Crimes contra a Ordem Tributária), com o apoio da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Receita Estadual, Secretaria Estadual da Saúde (Vigilância Sanitária), da Brigada Militar e de fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Bactérias, amido, produtos químicos e água no leite
As operações investigam práticas nocivas à saúde humana pelos suspeitos, já que os produtos fabricados pelas empresas Laticínios Roesler Ltda. e Laticínios Campestre Ltda. (marcas Granja Roesler e Campestre) foram submetidos à análise laboratorial e tiveram resultados positivos para coliformes fecais e staphyloccocus (ambas bactérias gram positivas). Além disso, foi detectada fraude a partir da adição de água e amido de milho no leite para aumentar o volume, bem como o acréscimo de água oxigenada e ácido sórbico (bactericida e fungicida, respectivamente) para aumentar a validade dos produtos (leite de cabra e queijo). A fraude foi constatada pelo Lanagro (laboratório do Mapa) em análises de quatro coletas de leite pasteurizado tipo C da marca Granja Roesler com data de fabricação em 09 de março deste ano e vencimento em 16 do mesmo mês. Todas tiveram o índice de crioscopia (ponto de congelamento) fora dos padrões, o que indica adição de água. Análises feitas na nata da mesma marca tiveram resultado positivo para a presença de amido de milho.

Nota à imprensa

A Apil/RS destaca ainda a importância da representatividade das pequenas e médias empresas de lácteos no mercado gaúcho, que dobrou nos últimos cinco anos, segundo dados da entidade. Atualmente, os 56 associados da Apil/RS produzem 2,3 milhões de litros de leite por dia, o que representa 18% do total da produção gaúcha. Já em relação ao queijo, este número chega a 65% de tudo o que é produzido no Estado. São cerca de 15 mil propriedades em 280 municípios do Rio Grande do Sul envolvidas nesta cadeia, que gera 1,6 mil empregos diretos.

WLADEMIR PEDRO DALL’BOSCO
Presidente da Apil/RS
Fonte: DM
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terça-feira, 5 de julho de 2016

Empresa de laticínios condenada por adulteração de leite

A Vara Judicial de Sananduva declarou a impropriedade e inadequação para consumo.
A Laticínios Bom Gosto S.A foi condenada pelo TJRS ao pagamento de indenização pela adulteração de um lote de leite, impróprio para o consumo, que foi comercializado pela empresa. Consumidores que foram lesados pela empresa podem ingressar com pedido de reparação.

Caso

Uma consumidora que comprou uma caixa de leite impróprio para consumo em um supermercado, denunciou a empresa Laticínios Bom Gosto S.A no Ministério Público.

Em uma ação civil pública, o MP processou a empresa diante de resultados periciais que demonstravam que caixas de leite do lote TA3AG19 estavam fora dos padrões legais.

No 1º grau, a Vara Judicial de Sananduva declarou a impropriedade e inadequação para consumo do referido lote da marca de leite Bom Gosto, bem como condenou a empresa à publicação da decisão em jornais de grande circulação do Estado, sob pena de multa de R$ 5 mil, por dia, até o limite de 30 dias.

A empresa foi condenada ao pagamento de indenização genérica, tanto pelos danos individuais homogêneos, assim como pelos danos difusos, ambos a serem apurados em liquidação de sentença a ser movida pelos interessados e pelo Ministério Público, respectivamente.

*Editado com informações do TJRS
Fonte: FOLHA
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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Justiça determina suspensão de atividades em empresa investigada

Empreendimento de Constantina foi alvo de ação do MP

Uma ação coletiva movida pelo Ministério Público pedindo a imediata suspensão das atividades de uma empresa de produtos lácteos de Constantina foi aceita de forma provisória pela Justiça. A empresa é alvo de investigação da Operação Queijo Compen$ado 3, deflagrada no início do mês de junho. Segundo o Ministério Público, um dos motivos para o fechamento da empresa está na "inércia do Serviço de Inspeção Municipal de Constantina (SIM) em adotar medidas imediatas que inibissem de forma mais eficaz a continuidade das fraudes verificadas na operação". A ação também determina a proibição de utilização dos imóveis localizados na Região Metropolitana, como depósito clandestino, sob pena de multa no valor de R$ 500 mil, em caso de reincidência.
A Justiça também determinou a quebra do sigilo bancário, fiscal e o bloqueio de valores, além da indisponibilidade de bens imóveis de três pessoas, para evitar a dispersão do patrimônio e garantir indenização aos consumidores.
Fonte: OAU
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PRF flagra meia tonelada de queijo sendo transportado em condições inadequadas

A PRF flagrou no início da noite desta noite (21), durante fiscalização de rotina na BR 386 em Sarandi, mais de meia tonelada de queijo mussarela sendo transportado em veículo impróprio, sem qualquer refrigeração. O produto foi apreendido e será inutilizado.
Foi acionado o Departamento de Defesa Agropecuária – DDA, que fez a apreensão de 532 Kg de queijo do tipo mussarela e lavrou auto de infração pelo transporte irregular do produto e pela comercialização do queijo fora da jurisdição, visto que o estabelecimento que expediu a mercadoria só tem inspeção municipal.
A carga estava na caçamba de uma Vw/Saveiro e seguiria de Sarandi para estabelecimentos do ramo alimentício das cidades de Capão da Canoa e Osório. A DDA tomará as providências cabíveis para inutilização do produto.
Fonte: RSNORTE
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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Mais de 500 mil funcionários públicos receberam Bolsa Família, diz MPF

Mais de 500 mil funcionários públicos receberam indevidamente o Bolsa Família. Essa fraude descoberta peloMinistério Público Federal já soma mais de R$ 2,5 bilhões. Esses casos se multiplicam pelo país. Gente que não tem direito ao benefício tirando a vez de quem precisa, porque tem importância o benefício também. O Ministério Público cobrou uma fiscalização rigorosa. Essa não foi uma investigação superficial e levou em conta o cruzamento de dados da Receita Federal, de Tribunais de Contas, do TSE e do Ministério do Desenvolvimento Social, que é responsável pelo Bolsa Família. O programa pagou mais de R$ 2,5 bilhões entre 2013 e 2014 a quem não tinha direito.


Dona de casa, Rejane teve que esperar por mais de dois anos para começar a receber o Bolsa Família. Ela mora em Ilhéus, na Bahia, e cumpria as exigências do programa, como o limite de renda de até R$ 154 por pessoa da família que tem crianças.

Ela e outros moradores da cidade só receberam o auxílio depois que a Prefeitura cancelou mais de seis mil benefícios de quem recebia de forma irregular, sem ter direito. Mil e trezentos perderam o Bolsa Família porque eram funcionários da Prefeitura, a maioria mentiu ou omitiu informações importantes quando fez o cadastro. Esse tipo de fraude acontece em vários lugares do país.

Um levantamento divulgado pelo Ministério Público Federal mostrou que o Bolsa Família pagou mais de R$ 2,5 bilhões entre 2013 e 2014 para pessoas que não tinham direito. O valor corresponde a 4,5% do total pago pelo programa no período. Os municípios onde há mais casos suspeitos de fraude são Salvador, Brasília, João Pessoa, Manaus e Recife.

O Ministério Público cruzou dados da Receita Federal, dos Tribunais de Contas dos estados, do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário e do Tribunal Superior Eleitoral. Concluiu que os pagamentos onde há suspeita de fraude foram feitos a mais de 584 mil servidores públicos, 318 mil eram empresários, 89 mil recebiam a bolsa de R$ 160, mas tinham feito doação para candidatos que disputaram campanhas eleitorais, e 49 mil beneficiários estavam mortos.

Os procuradores cobraram informações do Ministério do Desenvolvimento Social sobre a execução e a fiscalização do Bolsa Família e também vão pedir informações às prefeituras, que são as responsáveis pelos cadastros das famílias que queiram participar do programa. A ideia é identificar brechas que permitem fraudes e sugerir mudanças, como por exemplo, que seja feito um pente fino, um cruzamento de dados já no momento inicial, quando a pessoa procura o governo para se candidatar a receber o benefício.

A procuradora Renata Baptista, responsável pelo grupo que estuda o Bolsa Família, disse que o programa é bom e cumpre a proposta de transferir renda para famílias em situação de extrema pobreza, mas que é fundamental fazer ajustes. Ela afirma que nem todas as fraudes apontadas foram cometidas por beneficiários do programa. Como no caso dos que fizeram doações para campanhas eleitorais. Muitos deles podem ter tido o CPF clonado. Por isso, é preciso aprofundar o estudo.

“O dinheiro é finito, se o dinheiro é finito, e alguém recebe sem ter o direito de receber, falta para alguém que realmente precisa, então o programa ele é bom, o que a gente precisa melhorar é a transparência, a gente precisa melhorar a fiscalização”, afirma a procuradora da República Renata Baptista.

O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário lembrou que o governo já faz uma avaliação sobre os beneficiários e que no começo do ano, ainda na gestão da presidente afastada Dilma Rousseff, o ministério excluiu 38 mil famílias do programa. O novo ministro disse que vai se reunir com a procuradora para discutir como melhorar a fiscalização.

“Já existe o programa aqui de acompanhamento, ele será aperfeiçoado muito agora, vamos incrementar bastante isso dentro do Ministério para evitar que as fraudes comprometam, inclusive, a credibilidade do programa. É necessário que se crie um sistema rápido de cruzamento de informações para evitar que haja uma fraude em maior escala”, declarou Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário.

Tereza Campelo, ex-ministra do Desenvolvimento Social do governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, afirmou que a auditoria parece ter sido feita com base em premissas erradas e leva a conclusões equivocadas. Ela disse que desde 2005, o ministério faz o cruzamento do cadastro do programa com outras bases de dados para identificar inconsistências e que, antes de sair do ministério, lançou o processo de atualização cadastral das famílias para 2016, uma espécie de malha fina do programa. 
Fonte: G1
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